terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Chama o Sindico"

http://www.youtube.com/watch?v=dj552grzdvs


Criada em 2007 a banda DizMaia faz releituras das obras de Tim desde as pérolas sonoras das fases Racional I e II, até os anos 90. Com Hugo Carranca - bateria; Igor San - baixo; Marquinhos Costa - Voz e Guitarra.











Dia 28 de março, 21h00.
SESC Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 - Centro de SP.
Entrada 24 inteira e 12 meia.

o Revolver de Walter Franco

O cantor e compositor paulistano Walter Franco sempre foi considerado um vanguardista, utilizava técnicas incomuns para compor suas músicas, como a poesia concreta, repetições de fragmentos de letras e arranjos extremamente elaborados. Gravou os discos “Ou Não” (1973), “Revolver” (1975), “Respire Fundo” (1978), “Vela Aberta” (1979), “Walter Franco” (1982) e “Tutano” (2001). Algumas de suas músicas ficaram conhecidas do grande público, como “Serra do Luar”, "Cabeça", "Seja Feita a Vontade do Povo", "Coração Tranquilo", "Respire Fundo" e "Vela Aberta" e foram regravadas por artistas como Leila Pinheiro e Chico Buarque, além de bandas de rock como Ira!, Camisa de Vênus e Pato Fu. Neste show, acompanhado de sua banda, Walter remonta o repertório de seu segundo disco, o clássico “Revolver”, gravado em 1975. Músicas como “Feito Gente”, “Cachorro Babucho” e “Apesar de Tudo é Muito Leve” compõem o trabalho que investiu em arranjos eletrificados, uso de efeitos e outros recursos de estúdio e na combinação entre poesia e música.


Dia 17 de março, 18 horas.
SESC Belenzinho
R. Padre Adelino, 1000, Belenzinho 
Entrada 24 inteira e 12 meia.

Camisa de Vênus, o álbum














O primeiro álbum do Camisa de Vênus foi gravado em São Paulo em 1983 e essa gravação durou apenas uma noite. A gravadora Som Livre se interessou pelo trabalho dos caras e acabou lançando o disco pelo selo Soma. A banda seria expulsa meses depois pelo fato de os membros não aceitarem mudar o nome "Camisa de Vênus", que a gravadora alegava ser pesado e anti-comercial.
O album conta com as faixas: 1. Passamos por isto / 2. Metástase / 3. Bete morreu / 4. Correndo sem parar / 5. Negue / 6. O Adventista / 7. Dogmas Tecnofascistas / 8. Homem não chora / 9. Passatempo / 10. Pronto pro suicídio / 11. Meu primo Zé.
Na época a banda era formada por Marcelo Drummond Nova no vocal, Karl Hummel guitarra base, Gustavo Mullem guitarra solo, Robério Santana contrabaixo e Aldo "Boi Tatá" Machado na bateria.
 

"Bóta-pra-Fudê"

"Eu não sabia tocar nada. Eu não sabia o que era um ré, um mi ou um lá, eu tinha uma bateria mas definitivamente não era baterista que eu queria ser. Então eu disse vou formar uma banda. O que eu vou fazer nesta banda? Eu vou escrever. Vou escrever o que vejo, o que sinto, o que penso. Eu não sabia cantar mas encontrei uma forma muito própria de me expressar. Eu não sou grande cantor, cantor é Roy Orbison, Eric Burdon... Você ouve as vozes destes homens e diz: Como é possível cantar assim!? Mas eu encontrei a minha maneira de interpretar, e é por aí que eu vou. Dei sorte pois o primeiro show que fiz foi casa lotada... Na verdade foi uma conjunção de fatores e não exatamente sorte. Eu tinha um programa de rádio em Salvador chamado "Rock Special". Comecei a tocar Clash, Sex Pistols, Plasmatics, toda aquela coisa do punk rock inglês e americano que ninguém na Bahia sabia o que era. Comecei a botar aquelas coisas na cabeça da moçada em 78,79. E em 80, formei o Camisa de Vênus. Então eu criei uma cena de rock and roll na Bahia, uma cena que não existia desde que Raulzito tinha saído de lá. A diferença que eu vejo entre o Camisa e Raulzito é que enquanto estava na Bahia ele tocava mais cover de Elvis, Beatles e o Camisa não, nós tínhamos nossas próprias letras e que normalmente contestavam a cena baiana... os baianos ficaram apavorados. Salvador ficou dividida entre os que adoravam e os que odiavam, e eu na verdade sempre gostei desta divisão, pois acho que a arte tem que ter esse sentido de contestar o que a maioria acredita. Eu não quero ser o dono da verdade, mas sem dúvida nenhuma me agrada a idéia de colocar uma interrogação na cabeça das pessoas."


Serviço:
Dia 09 de março, 21h30.
SESC Belenzinho
R. Padre Adelino, 1000, Belenzinho  
Entrada 24 inteira e 12 meia.



Música Instrumental e Rock na Praça


 
Música para todos os gostos é o que promete o mês de março na Praça Victor Civita, que apresenta três shows em seu primeiro final de semana. O trio rio-clarense Jonnie B. mostra no palco o resgate do rock nacional brasileiro no dia de março (sexta), às 13h. No dia 2 de março (sábado), das 15h às 18h, as bandas Name the Band, Sasquat e Capim Maluco se apresentam pelo projeto Ponto pro Rock na Praça, que traz, mensalmente, para o palco da Praça Victor Civita novos artistas independentes do cenário musical paulista. Já os apreciadores da música instrumental também poderão curtir o grupo Labirinto, que toca no dia 3 de março (domingo), das 16h às 17h.
Sobre Jonnie B.
A banda surgiu da união dos irmãos Neto Mello, baixista, e Joaldy Mello, guitarrista e vocalista. Eles descobriram a vocação musical nos festivais do colégio em que estudavam. Foi nessa época que também conheceram o amigo Bertin, hoje baterista da banda. Após a gravação do primeiro CD, quando a banda ainda se chamava Yogurtes, em 2005, durante dois anos fizeram uma turnê apresentando o repertório deste CD com uma formação diferente da atual. Em 2011, a banda se reuniu novamente após algumas reformulações, dando origem a formação atual, já com novo nome Jonnie B.
Neste novo trabalho, quem assina a produção é o renomado produtor musical Luís Carlos Maluly, com a co-produção de Rodrigo Sperandio. O CD trás 10 faixas inéditas e está prestes a ser lançado nacionalmente. Mais informações em www.jonnieboficial.com.br

Sobre Name the Band, Sasquat e Capim Maluco
NAME THE BAND é o projeto solo do músico e compositor Zeh Monstro, que gravou todos os instrumentos no álbum de estreia, Just Add Sugar, com nítidas influências do rock no final dos anos 70 e 80. Zeh Monstro é acompanhado pelos músicos Gabriel Alves da Rosa, Vini Marmore e Beto Careca. Site: www.nametheband.bandcamp.com

SASQUAT, por sua vez, começou sua carreira trabalhando como roadie e, depois, como técnico de som. Praticar bastante o instrumento nas horas vagas fez com que se tornasse um bom guitarrista. O disco Alfazema contou com o irmão Buguinha Dub na produção, Hugo Carranca na bateria e Iggor San no baixo. Um disco recheado de referências que vão do samba de Jorge Bem (O que Faz Bem) ao afrobeat de Fela Kuti (Distorções dos Sonhos, Armoreio e Amigos Sabem). Site:
www.sasquatman.com.br

Após uma viagem espacial com o EP Astronauta 2012, lançado em 2010, e os lançamentos dos EP`s Sujinho e Peruana – Capim Maluco ao Vivo, em 2011, a banda CAPIM MALUCO lança, ainda no primeiro semestre de 2013, mais dois trabalhos: o EP Playback – Capim Maluco ao Vivo e um disco de dez faixas que está na fase final das gravações com Rafael Laguna (vocal, guitarrista e líder da banda), Gutemberg de Almeida (bateria) e Augusto Melo (baixo). Site: www.facebook.com/CapimMaluco


Sobre Labririnto
Formado em 2003, o grupo cria climas imagéticos por meio da composição instrumental. São sete músicos no palco: Erick Cruxen, Rafael Zanorini e Luis Naressi “Mateoro”, nas guitarras e sintetizadores; Muriel Curi, na bateria; Ricardo Tanganelli, na percussão; Ricardo Pereira “Pit”, no contrabaixo; e Arthur Tsuda, no violoncelo. A combinação entre eletrônico, orquestral, riffs de guitarra, percussão e visual cria o cenário ideal para uma viagem sensorial. Após quatro EPs, o grupo lançou, em 2010, o projeto Anatema, álbum com seis músicas com mais de dez minutos de duração cada que levou cerca de dois anos para ser concluído. O álbum foi destaque na renomada Rock-a-Rolla (publicação inglesa voltada para a música experimental), no site do jornal britânico The Guardian e na revista Rolling Ston. Em março e abril de 2012, a convite do Canadian Music Festival (CMW), o Labirinto embarcou para sua segunda turnê internacional, tendo apresentado seu novo trabalho, o EP Kadjwynh, em diversos palcos dos Estados Unidos e Canadá. Neste ano, a trupe viaja novamente em março, desta vez a convite do maior festival de post-rock do mundo, o Dunk!Festival, no qual fará sua estreia nos palcos europeus. Mais informações em
www.labirinto.mus.br
SERVIÇO – PROGRAMAÇÃO PRAÇA VICTOR CIVITA

JONNIE B.
Data: 1 de março (sexta), das 13h às 14h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.

PONTO PRO ROCK NA PRAÇA – NAME THE BAND, SASQUAT E CAPIM MALUCO Data: 2 de março (sábado), das 15h às 18h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.
LABIRINTOData: 3 de março (domingo), das 16h às 17h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.

Discografia BRock
















Humberto Gessinger: letras, voz, baixo, piano rhodes, midi pedalboard
Augusto Licks: guitarra, violão, teclados, midi pedalboard
Carlos Maltz: bateria
 
Produzido por Engenheiros do Hawaii
Gravado nos estúdios BMG – RJ, inverno de 1990
 
A foto do Papa João Paulo II tomando chimarrão em sua visita à Porto Alegre, foi tirada por Carlos Contursi, o pôster foi emprestado por Leonel de Moura Brizola.
 
Projeto gráfico: Engenheiros do Hawaii, André Teixeira e JC Mello
Fotografias: Dario Zalis 
RELEASE "O PAPA É POP"

Os Engenheiros do Hawaii têm o dom de ir contra a corrente. Mesmo quando não querem. É uma coisa de berço: Humberto Gessinger (voz e baixo), Augusto Licks (guitarra e teclados) e Carlos Maltz (bateria), se formaram longe demais das capitais e do movimento punk, excursionaram não pelos isteites e sim pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, votaram em Brizola e não no Lula no primeiro turno, e foram os outsiders dos outsiders, mas nem por isso insiders. Isso lhes deu o distanciamento: a juventude sempre periga ser uma banda numa propaganda de refrigerantes. E quando todo mundo se rói com a preocupação de ser moderno, eles dão uma meia trava no tempo. O papa é pop. Um questionamento sobre os seus próprios meios e mensagens.

Pra começar os Engenheiros se autoproduziram em grande estilo. "Não dá mais pra querer ser uma banda de garagem", dizia Maltz numa das pausas das gravações. Ele, por exemplo, só usou bateria eletrônica. Em algumas faixas Gessinger e Licks arriscam os dedos num piano Fender Rhodes. E a audição do LP com headphones remete, implicita e explicitamente, a Roger Waters: são duas vozes justapostas, uma calma e alta, outra desesperada e baixa, ou vice versa; são trechos de programas radiofonicos; são pquenos detalhes instrumentais. Gessinger lembro o que o alegrou no "do it yourself" punk: "Oba! Serei o Steve Howe!" como se o punk nunca tivesse acontecido os Engenheiros são extemporâneos.

Daí sua preocupação com o tempo, o tempo que ao final dos gráficos é igual a movimento, a velocidade. Ó tempos, ó costumes... Eles estão preocupados com a obrigação de serem rebeldes. "Quando eu falo nós, eu falo nós três e não a juventude brasileira", avisa Gessinger. "O disco não é um panfleto." Até porque não reflete somente sobre o sistema mas também sobre o anti-sistema. Escute-se a faixa O exército de um homem só, que tem direito a duas partes: "Não interessa o que diz o ditado/Não interessa o que o estado diz/Nós falamos outra lingua/Moramos em outro país". Os Engenheiros estão maduros o suficiente para saber que depois de Longe Demais das Capitais (86), A Revolta dos Dândis (87), Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (88) e Alívio Imediato (89, ao vivo, com duas faixas em estúdio, a título e Nau à Deriva), depois de se firmarem como uma das quatro principais bandas do BRock, já encontraram a própria levada no rock-balada bem pessoal.

Com a regravação de Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones, já estourada nas rádios, O papa é pop guarda muitas cartas na manga. A faixa-título escacara a discussão. "O pop não poupa ninguém", canta o refrão, com direito a corinho jovem guarda dos Golden Boys, enquanto outros versos exemplificam: "Toda catedral é populista/ É pop/ É macumba pra turista/ E afinal? O que é rock´n´roll/ Os óculos do John ou o olhar do Paul?"

Nunca mais poder vem no mesmo mote, tentando entender "por que esse medo de ficar pra trás, de não ser sempre mais, de nunca mais poder?" E mais adiante: "Todo mundo é moderno/ Todo mundo é eterno/ O papa é moderno/ O pop é eterno."

Até mesmo as baladas apianadas como Pra ser sincero e Olhos iguais ao seus se atormentam diante da estranheza entre as pessoas tão parecidas. "Somos suspeitos de um crime perfeito/ Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos" , enuncia a primeira. Está armado o paradoxo dos Engenheiros. Ele reaparece na letra de A violência travestida faz seu trottoir em um dos versos mais elucidamente cruéis da história da música popular brasileira, o camusiano "todo suicida acredita na vida depois da morte" . A capacidade da banda de aprofundar sem complicar é impressionante. Todas as faixas podem ser escutadas no meio de um engarrafamento, para arejar, ou serem estudadas na biblioteca, para encucar. Veja-se (o verbo não é casual) Anoiteceu em PoA: um épico urbano, cinematográfico, gremista, que vara a madrugada da capital gaúcha com um porre de uísque paraguaio. Tudo bem, todo mundo pode ser moderno e todo mundo pode ser eterno, mas só os Engenheiros do Hawaii podem ser os Engenheiros do Hawaii. Só eles surfam ao contrário da onda.

Arthur Dapieve

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




“Mondo Tarantino”

Cinusp e CCBB apresentam mostra em homenagem a Quentin Tarantino
 
Além da exposição “Mondo Tarantino”, que apresenta somente filmes do diretor, público poderá conferir ainda uma seleção de filmes que o influenciaram
O Cinema da USP Paulo Emílio (Cinusp), em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), promove entre os dias 20 de fevereiro e 17 de março, a mostra "Mondo Tarantino", que reúne obras e referências do cineasta Quentin Tarantino.
Serão exibidos filmes e episódios de séries de TV dirigidos por ele, assim como filmes roteirizados, codirigidos ou em que Tarantino aparece como ator. As sessões serão divididas entre o Cinusp e o CCBB.
O público ainda poderá conferir uma seleção inédita com mais de 30 filmes, incluindo clássicos e obscuridades dos mais diversos gêneros e países, que o influenciaram e forneceram elementos para seus próprios filmes.
 
SERVIÇOMostra "Mondo Tarantino"
De 20 de fevereiro e 17 de março
Cinusp (Rua do Anfiteatro, 181, Colméia, Favo 4, Cidade Universitária)
CCBB (Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo)
 
 
 
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Zabomba (A Troco de Nada)



Formado por Rapha Z (voz), Beto Boing (baixo), Paulo Passos (guitarra) e Marcelo Bonin (bateria), a banda apresenta o repertório de seu álbum Vivendo de Truque (2011), que contou com a participação de Ney Matogrosso em "Mente" e João Ricardo em "Teatro?", além de uma regravação da canção "Parafuso na Cabeça" de Rogério Skylab, com influências de pop, rock e groove.

Domingo, dia 17 de fevereiro às 15 horas.
SESC Interlagos
Avenida Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial
Entrada 7 reais.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Mais de três foi o diabo que fez", Você não soube me amar!


Verão de 1982. Fervilhava no Rio de Janeiro um movimento cultural onde uma rapaziada altamente "descolada" começava a ganhar voz em meio à reta final da ditadura militar que asfixiava o país havia quase 18 anos. No olho do furacão das novas tendências estava o Circo Voador. Montado no Arpoador, o Circo servia de base para as montagens e oficinas do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone", de onde sairiam, entre outros, Regina Casé, L.F.Guimarães, Patricia Travassos e Evandro Mesquita. Ali, meio de brincadeira, surgia uma banda que mudaria a história do rock no país.
Ainda semi-marginalizado por aqui, o gênero contava com guerreiros que o sustentavam às custas de muito suor e afinco, como Rita Lee e Raul Seixas. Porém, faltava algo para que a grande mídia abrisse os olhos para o rock’n roll como um produto vendável e de fácil aceitação. Coube à BLITZ o chute na porta. E esse chute tinha nome: "Você não soube me amar" era uma canção que identificava um novo modo de se fazer rock.
Divulgação
Essencialmente teatral e debochada, se transformou em mania nacional. Nos colégios, meninos deixavam o cabelo crescer na parte de trás "à la Evandro", meninas se dividiam em duplas para imitarem os vocais de Márcia e Fernandinha. Da letra irreverente, o povo sacou bordões que eram exaustivamente repetidos nas ruas: "ok, você venceu", "que felicidade, que felicidade" e vários outros. Na carona do mega sucesso, até uma paródia foi produzida pelo radialista Romilson Luiz, da rádio "Antena 1", sob o pseudônimo de Piu Piu de Marapendi, a fantástica "Eu hoje vou me dar bem" (relembre no link ali embaixo). Resumindo, só quem viveu aquela época é capaz de mensurar o feito da turma da BLITZ, certo? Errado.
Uma rapaziada que sequer sonhava em nascer naquela época acaba de produzir o documentário "Mais de três foi o diabo que fez", contando as histórias que cercam a canção. Leonardo Souza, Tita Berredo, Alan Ribeiro e Daniel Accioly são estudantes de publicidade e cinema da PUC-Rio e o mais velho tem apenas 26 anos. A ideia de resgatar o estopim daquele movimento surgiu pela paixão comum ao rock nacional e pelas influências das bandas nascidas na época. Durante o filme, há passagens comoventes e outras curiosas, como o fato de que dois dos quatro compositores não se conhecem pessoalmente até hoje! O nome do filme se refere a uma frase que certa vez Caetano Velloso falou para Ricardo Barreto: "Essa música foi feita por quatro autores, né? Você sabia que parceria de mais de três foi o diabo que fez?"
Gravações concluídas a custo zero, os "meninos" agora aguardam ajuda para finalizarem o trabalho. No momento, buscam apoio financeiro para os últimos detalhes como o custeio de direitos de imagem e edição final. Em troca, oferecem espaço para publicidade. A causa é nobre e os interessados podem entrar em contato com o e-mail docmaisde3@gmail.com.

Assista ao trailler do filme:

Conectados pelo Rock


O Grito Rock chega à 11ª edição e vai conectar 30 países e 300 cidades se tornando um festival global em 2013. Além da América Latina, mais países da Europa, Oceania e África integram ao evento. Produzido de forma colaborativa desde 2005, o Grito Rock foi criado como uma alternativa ao carnaval tradicional. São três dias de conexão com a nova música brasileira e um formato que prestigia o encontro de grandes nomes e músicos convidados.
dia 8 – Thiago Pethit convida Lobão, Cida Moreira e Michelli Provensi

dia 9 – Grito pela Paz – Espetáculo com Z’África Brasil, Veja Luz, Wesley Noog, Zinho Trindade, Versão Popular, Aderbal Ashogun, Luan Luando, Washington Gabriel, Sampa Masters, Grupo Odara, Baltazar, Binho e Marcus Pezão

dia 10 – Edgar Scandurra & Les Provocateus convidam Wanderlea


SERVIÇO
Onde: Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n.)

Datas: 8, 9 e 10 de fevereiro de 2013
Horário: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h
Os ingressos serão distribuídos uma hora e meia antes da apresentação

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

HENDRIX 70

 

Com Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Lanny Gordin, Martin, Pitty e Hélio Flanders, o projeto abriga releituras de alguns dos maiores sucessos do guitarrista Jimi Hendrix, que completaria 70 anos em novembro de 2012. Neste show, os guitarristas e vocais convidados são acompanhados pela banda formada por Du Moreira, Loco Sosa e Estevan Sinkovitz. 
 
SESC Vila Mariana.
R. Pelotas, 141 - Estação Ana Rosa do Metrô.
Dias 01, 02 e 03 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h e domingo às 18h.
Inteira r$ 40. Meia r$ 20.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

The Central Scrutinizer Band homenageia Frank Zappa



Os músicos da banda paulistana comemoram 22 anos de estrada com show em homenagem ao icônico e polêmico compositor americano.
Dia 17 de Fevereiro (domingo) Às 19h
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera
Entrada: 20 reais.

Toca Rauuul no Carnaval Paulista

 
Às vésperas do Carnaval, São Paulo e Rio de Janeiro nunca estiveram tão próximos. Em um dos mais emblemáticos centros financeiros da capital paulista, na Avenida Faria Lima, o ambiente e sabores da “Cidade Maravilhosa” se confundem à agitada rotina da “Terra da Garoa”.
Por isso, o Pirajá, bar que recentemente ganhou o título de esquina carioca de São Paulo, recebe diretamente do Rio de Janeiro o bloco “Toca Rauuul”, para dar o tradicional grito que abre a festa mais popular do país. O encontro acontece no dia 2 de fevereiro, a partir das 13h.
 
 
 
 
 
 
Metamorfose ambulante!
Dedicada a Raul Seixas, o grande “mestre-poeta-maluco-beleza-marginal-herói” do rock brasileiro, a banda é formada por 15 componentes que se dividem em instrumentos de corda, sopro, percussão e vocais. O bloco entoa releituras de todo o repertório de Raulzito, em diferentes ritmos carnavalescos, como frevo, samba, marchinha e maracatu. Sem deixar de fora a pegada rock ‘n’ roll do ídolo nacional.
Na festa, o maluco beleza não é homenageado pelo Toca Rauuul apenas nas músicas que costumam arrastar multidões no carnaval carioca. Figurino, cenografia, adereços, bonecos e efeitos visuais também fazem parte da folia.
 
Bloco Toca Rauuul
Sábado, dia 02/02, às 13:00
Bar Pirajá Avenida Faria Lima, 64 - Pinheiros
0800. 

Matuto Moderno Toca Rock Caipira

 
Depois de 1999 a música de viola nunca foi à mesma, nascia o Matuto Moderno, os ritmos caipiras como o cururu, pagode de viola, recortado nunca tinha tido um flerte tão intenso com o rock, Tião Carreiro nunca tinha se encontrado com Jimi Hendrix.
 

 
 
 
 
 
 
 
Sexta, 1 de fevereiro, às 21:00
Lançamento Oficial do CD Matuto Moderno 5 no Auditório Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera
Entrada: 20 reais.

Ponto Pro Rock Fevereiro

Os grupos Radio 7, Bratislava e Mr. Punch são as atrações do mês de fevereiro na Praça
A cena rock alternativa ganha espaço na Praça Victor Civita dia 02 de fevereiro no Projeto Ponto Pro Rock idealizado em 2011 por Ricardo Lopes, em parceria com Fernanda Caloni. Na edição de fevereiro, que começa às 15h, os shows ficam por conta das bandas Radio 7, Bratislava e Mr. Punch.

O rock vibrante do Bratislava se mistura a estilos como a marcha, o tango e a música ciganch.na, com letras que unem o cotidiano ao fantástico e respiram a poesia da nossa época. A banda é composta pelos irmãos soteropolitanos Victor Meira (baixo/vocais) e Alexandre Meira (guitarra/vocais), e os paulistanos Edu Barreto (guitarra) e Ricardo Almeida (bateria).
A Radio 7 apresenta muita personalidade em seu rock autoral cantado em português. Formada em 2005, a banda traz forte influência de bandas como Oasis, The Beatles, The Cult e The Who. Sua formação conta com Gabriel (voz e guitarra), Rodrigo (guitarra e vocais de apoio), Danilo (contrabaixo) e Gui Amaral (bateria).
Formada em São Paulo, a Mr. Punch começou em 2010, quando Betto Rodri procurou Chuck para gravar algumas canções e montar sua banda. Um ano depois, a banda fechou com a formação, que conta também, com Bruno Nogueira (guitarra), Vee Daguano (baixo) e Luciano Logan (bateria). Em 2011 a banda dá início aos ensaios e preparação para entrar definitivamente no mundo da música e em janeiro de 2012, lançam seu primeiro EP, que conta com o rock certeiro de “Garota Invisível”, “Um Jogo de Você” e “Chega”, passam por “Despertar” com letra mais politizada e fecham com a balada “Solitude”.
Ponto pro Rock Fevereiro
Data: 2 de Fevereiro
Hora: 15h às 18h
Local: Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros
Valor: Entrada gratuita

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"4 Gerações no Vale"


No aniversário de São Paulo, a cidade será presenteada com o show “4 gerações cantam São Paulo” no Vale do Anhangabaú.
Às 15h, a cantora Zélia Duncan traz a São Paulo seu novo show, “Tudo Esclarecido” onde relembra a obra de Itamar Assumpção após 10 anos de sua morte, o repertório também inclui grandes sucessos de sua carreira.
Quem também marca presença na festa será Arnaldo Antunes que, às 19h, apresenta seu mais recente trabalho, “Acústico MTV”, lançado no final de 2011. Ele sobe ao palco acompanhado de grandes músicos e instrumentistas da atualidade: Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem.
O encerramento da festa fica por conta da cantora Rita Lee, às 21h, que marca seu retorno aos palcos em seu primeiro show do ano. Rita celebra 50 anos de sua trajetória musical, relembrando sucessos como “Agora só falta Você”, gravada com a banda Tutti Frutti, “Obrigado Não”, “Tudo vira Bosta”, “Ovelha Negra”, entre outras canções de sua vasta carreira.







Sexta, 25/01 das 15:00 às 21:00.
Vale do Anhangabaú
Só chegar. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Harrison 70 Anos

 
Neste show em homenagem a George Harrison, que completaria 70 anos em fevereiro, uma banda formada por Zé Antônio Algodoal (guitarrista e diretor musical), Fabio Pinc (guitarra), Pedro Pelotas (teclados), Du Moreira (baixo) e Marcelo Effori (bateria), será acompanhada por um quarteto de cordas composto por Alex Braga (violino), Otavio Teco (violino), Fabio Tagliaferri (viola) e Patrícia Ribeiro (cello) e recebe os convidados Hélio Franders (Vanguart), Edgard Scandurra, Danilo Moraes, Lu Horta e Bianca Jhordão (banda Leela), todos fãs de Harrison, para cantar músicas de sua carreira solo, além de suas composições nos Beatles.
 
 
 
SESC Belenzinho. Dia 22 de fevereiro, às 21h30.
Ingressos r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho.

O Matador de Passarinho

 
O cantor, compositor, músico e poeta fluminense gravou 14 álbuns e tem seu nome como um dos principais da música independente no Brasil. Envolto numa estética punk mas sem jamais perder o lirismo, Skylab dialoga com o samba, a música popular, o rock e o experimentalismo. Apresenta repertório de seu recém-lançado "Abismo e Carnaval", além de músicas antigas como "Matador de Passarinho" (título que batiza também o programa de entrevistas que apresenta no Canal Brasil). Com Thiago Martins (guitarra), Alex Curi (baixo) e Bruno Coelho (bateria).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SESC Belenzinho. Dia 08 de fevereiro, às 21h00.
Ingressos r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho.

O Rock 70 de São Paulo

 
O rock paulista dos anos 70 é celebrado no projeto Sonoridades - São Paulo Rock 70, no SESC Belenzinho.
O programa inclui uma exposição de fotos  dos grupos da época e capas de discos e bate-papo sobre o Rock Paulista nos anos 70 e vai até março de 2013. A década que viu nascer em São Paulo um número significativo de bandas e artistas que definiram uma estética que consolidou o rock no Brasil.
Todas as apresentações a seguir acontecem no SESC Belenzinho, Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho e a entrada será r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
 
 
Dia 02/02 - 21h30. Tutti Frutti
 
Originários da banda Coqueiro Verde, que posteriormente mudou de nome para Lisergia, o guitarrista Luiz Carlini, o baixista Lee Marcucci e o baterista Emilson Colantonio formaram o Tutti Frutti para acompanhar Rita Lee, recém-saída dos Mutantes. Ao lado da cantora, a banda lançou álbuns significativos da história do rock brasileiro, criando inúmeros clássicos como “Ovelha Negra”, “Mamãe Natureza”, “Dançar pra não Dançar”, “O Rock Enrow”, “Jardins da Babilônia”, entre outros, gravados em Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974), Fruto Proibido (1975), Entradas e Bandeiras (1976) e Babilônia (1978). Nomes como Lúcia Turnbull e Franklin Paollilo fizeram parte do Tutti Frutti. Em 1980, depois do final da parceria com Rita Lee e contando com Simbas no vocal, o grupo participou do disco da cantora Tibet e lançou seu primeiro álbum sem Rita, Você Sabe Qual O Melhor Remédio. Liderado por Luiz Carlini, a banda comemora 37 anos de carreira e refaz no palco o repertório de Fruto Proibido além de sucessos de outros discos e tributos a Raul Seixas e Os Mutantes. Com Luiz Carlini (guitarra), Sol Ribeiro (vocal), Mr. Ruffino (baixo), Franklin Paolillo (bateria), Roy Carlini (guitarra) e Johnny Boy (teclado).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 08/02 - 21h30. Patrulha do Espaço
 
Criada em 1977, por Arnaldo Baptista e Rolando Castello Junior, fez sua estreia no I Concerto Latino Americano de Rock. É dessa fase dois discos que são considerados clássicos do rock brasileiro: Elo Perdido (gravado em 1977, lançado em 1988) Faremos Uma Noitada Excelente (gravado em 1978, lançado em 1988). Com a saída de Arnaldo e alternando diversas formações durante a longa carreira, sempre capitaneada por Rolando Castello Junior, a banda gravou Patrulha do Espaço (1980), Patrulha do Espaço (1981), Patrulha (1982), Patrulha do Espaço 4 (1983), Patrulha 85 (1985), Primus Interpares (1992), Dossiê Vol. 1 (1997), Dossiê Vol. 2 (1998), Dossiê Vol. 3 (1998), Cronophagia (2000), Dossiê Vol. 4 (2002), Compacto (2003), Missão na área 13 (2004), Capturados Ao Vivo no CCSP (2007) e Dormindo em Cama de Pregos (2012). Comemorando 36 anos de estrada e promovendo o recém-lançado Dormindo em Cama de Pregos, a Patrulha do Espaço celebra o rock’n’roll num show repleto de clássicos que os colocaram num patamar de destaque no cenário nacional. Com Rolando Castello Junior (bateria e voz), Danilo Zanite (guitarra e voz), Marta Benévolo (voz) e Paulo Carvalho (baixo e voz). Participação Especial: Percy Weiss (voz).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 16/02 - 21h30. Casa das Máquinas
 
Formada por ex-membros de Os Incríveis e Som Beat, a banda gravou seu primeiro disco, Casa das Máquinas, em 1974. O som era um hard rock, mas com a mudança de formação e entrada do tecladista Mario Testoni Jr. e do baterista Marinho Thomaz, a banda incorporou elementos de rock progressivo em sua música. No ano seguinte, com esta nova proposta, gravou Lar de Maravilhas. Em 1976, entrou em estúdio para gravação do terceiro trabalho, Casa de Rock. Foi nesta época que o vocalista Simbas, conhecido pelo seu estilo andrógino, entrou na banda. Desse disco saiu o videoclipe publicado mais tarde no Fantástico, da TV Globo. Gravou ainda Ao Vivo em Santos (1978) antes do final da banda. O retorno aconteceu em 2008 com o lançamento de Ensaio 2007, seu álbum mais recente. Com nova formação, a Casa das Máquinas apresenta repertório repleto de clássicos do rock nacional, passeando por músicas de toda a sua carreira. Com João Luiz (vocal), Marcello Schevano (guitarra), Mario Testoni (teclado), Fabio César (baixo) e Marinho (bateria).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 23/02 - 21h30. Setenta de Novo
 
Encerrando a programação de shows, o projeto Setenta de Novo traz uma banda formada por nomes que fizeram parte da cena roqueira dos anos 70. Zé Brasil e Silvia Helena (Apokalypsis), César das Mercês (O Terço), Gerson Conrad (Secos & Molhados) e Pedrão Baldanza (Som Nosso de Cada Dia) tocam músicas de suas respectivas bandas e recriam a atmosfera da época. Canções como “Rosa de Hiroshima” (Vinicius de Moraes / Gerson Conrad), “Cabelos Dourados” (Arnaldo Baptista / Zé Brasil), “Hey Amigo” (Cezar de Mercês), “Pra Swingar” (Pedrinho Batera/Pedro Baldanza) farão parte do repertório. Com Julio Manaf (guitarra), Xandy Barreto (bateria), Fernando Cardoso (teclado) e Geraldo Vieira (baixo).

Lira

 
Músico, compositor, poeta e escritor pernambucano, Lirinha esteve à frente da banda Cordel do Fogo Encantado por onze anos. Em carreira solo, lançou em 2011, o álbum “Lira”, que traz uma nova sonoridade mais roqueira resultante da utilização de guitarras, teclados, sintetizadores, percussão e bateria, e uma das faixas do disco, Adebayor, canção gravada com Lula Cortês, entrou na lista das 35 melhores músicas do ano no blog do jornal inglês The Guardian. Nesse show apresenta canções deste trabalho e revisita outras músicas de sua carreira.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SESC Belenzinho. Dia 26 de janeiro, às 21h30.
Ingressos r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho.

Feito Pra Acabar em São Paulo

Em um show em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo, Marcelo Jeneci recebe no palco o parceiro Curumim e apresenta o repertório do álbum, "Feito Pra Acabar". Com produção de Kassin e arranjos de orquestra de Arthur Verocai, esse álbum tem treze faixas autorais, a maioria em parceria com nomes já conhecidos do público, que marcam a primeira safra de composições do paulistano. Versões inéditas de canções em homenagem a São Paulo também compõe o repertório do show.

SESC Itaquera. Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000.
Dia 25 de janeiro, 15 horas, entrada LIVRE.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Arnaldo Baptista no SESC


 
Ex-líder inventivo da banda Os Mutantes, seu trabalho é considerado uma obra prima do rock e do pop mundiais. Depois de deixar a banda, em 1973, seguiu carreira solo, criando obras igualmente elogiadas, como o disco Loki?, de 1974. Neste show solo, Sarau o Benedito, Arnaldo Baptista se apresenta tocando e cantando ao piano. O espetáculo conta com video-cenário de suas obras como artista plástico.
 
 
Dias 15 e 16 de dezembro. Sábado, às 21h. Domingo, às 19h.
Inteira r$ 20, meia r$ 10.
SESC Pompéia
Rua Clélia, 93.

Nasi "Perigoso"





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex-Ira!, mas ainda irado. Nasi lança seu novo álbum solo, “Perigoso”.
O titulo tem tudo a ver com o cara mais mau encarado do BRock e vem com dez músicas sendo 5 trabalhos autorais. Entre as regravações estão "Dois Animais na Selva Suja da Rua" de Taiguara mas imortalizada pelo Erasmo Carlos, "Tudo Bem" do Garotas Suecas e "As Minas do Rei Salomão" de Raul Seixas com a participação de Marcelo Gross da banda Cachorro Grande.
As canções próprias carregam uma boa dose da ira de Nasi com letras ácidas e com certa revolta e influencias que vão de Doors a Johnny Cash.
“Perigoso” vem para apresentar uma nova fase na carreira de Nasi. Fora do Ira! ele flerta com o rock, o soul, o country e não apenas com o velho blues que sempre permeou seu trabalho solo.
Soco na cara!
 
 
Ouça “Perigoso” AQUI.
 
Tracklist:
1. Dois animais na selva suja da rua
2. Perigoso
3. Tudo bem
4. Ori
5. Não há dinheiro que pague
6. Não vejo mais nada em você
7. Como é que eu vou poder viver tão triste
8. Feitiço na rua 23
8. As minas do rei Salomão
10. Amuleto
 
 

Direto do Fronte

 
 
Considerado um dos principais nomes do hard rock no país, a banda apresenta repertório de seu mais recente álbum, “Direto do Fronte”, lançado esse ano. Traz ainda clássicos de seus 27 anos de carreira, sucessos como “Noite de Balada”, “Caso Sério” e “ Nem Polícia Nem bandido”, entre outros, gravados nos discos “Golpe de Estado” (1986), “Forçando a Barra” (1988), “Nem Polícia Nem Bandido” (1990), “Quarto Golpe” (1991), “Zumbi” (1994), “Golpe de Estado Ao Vivo” (1997) e “Pra Poder” (2004) . Com Dino Linardi (voz), Hélcio Aguirra, (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Roby Pontes (bateria). 
 
Dia 14 de dezembro. Sexta, às 21h30.
Entrada r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
SESC Belenzinho.
Rua Padre Adelino, 1000.







Rio, Junho, 1984.
Quatro da manhã, cemitério do Caju... Madrugada fria e a gente não parava de chorar...
Escondidos, perambulando feito fantasmas, arrastando corrente, pelos cantos do velório…
almas penadas.
Àquela hora, não havia mais ninguém na sala com o Júlio, exceto eu e Cazuza, que, por
todos os motivos do mundo, não conseguíamos parar de olhar para o caixão fechado, nem parar de chorar, nem deixar de ir ao banheiro cheirar mais, pra continuar chorando:
“Perder um cara como o Júlio é como uma decapitação… A gente ficou órfão do nosso
irmão mais velho”, sussurrei para um Cazuza igualmente desmoronado, que me respondia:
“Órfãos e fudidos, você quer dizer”, e emendou: “Vão chupar a nossa carótida...”
Sim, essas visões sombrias já pairavam no ar o tempo todo.
Não parávamos de imaginar as consequências daquela perda. A minha desolação era
inédita; nunca estive me sentindo tão dentro do fim, tão nada e com a alma sangrando.
Vomitava meus pavores:
“Agora estamos à deriva. A gente naufraga aqui. Esse velório, esse cemitério, essa morte
é como se estivéssemos chegando nas portas do inferno. A partir de agora, todas as nossas esperanças serão deixadas do lado de fora. Todas as esperanças de conquistarmos a nossa autonomia, a nossa estética. Perdemos o trem da história, Cazuza. Sem o Júlio nós não temos mais uma turma; agora somos um monte de ninguéns!... Chegou a hora dos nossos inimigos se apoderarem da cena pra formar
alianças, justamente com aqueles que mais queríamos ver longe. É a hora do pastiche e
da indulgência… A hora do frenesi dos mesmos cadáveres insepultos de sempre, sugando a juventude dos que nada mais têm a oferecer, além do próprio sangue de barata. É a hora dos come‑quieto nos fazerem de vilões. É a hora da morte da possibilidade da transformação, da morte da nossa ingênua esperança em querer mudar o mundo. É a hora da morte da liberdade do delírio... O Universo não conspira mais a nosso favor. O inferno é aqui e agora, e nossas esperanças ficaram num céu natimorto.”
Estava delirantemente transtornado pela dor e vagamente anestesiado pela cocaína;
sem que necessariamente estivesse inteiramente fora do meu juízo.
 
O Júlio era um homem‑arquivo, um poço das mais variadas informações. Um ser de
uma inteligência prodigiosa, de grande coragem e inspiração; um articulador.
Era um esteta, e perseguia obsessivamente a novidade, digerindo tudo que estava ao
seu alcance, sem barreiras, sem dogmas. Fora a sua alegria... O Júlio era um grande poeta, uma criatura engraçadíssima, uma aventura ambulante, um sexista, um sátiro e, antes de qualquer coisa, um amigo raro.
 
Com tudo isso passando pela cabeça, naquele velório, suor e lágrimas se fundiam. O
silêncio se desfazia com o cantar dos passarinhos, que despertavam com o dia a me causar calafrios. Na sala, o caixão fechado invocava toda uma angústia da incapacidade em não poder dar o último abraço, o último beijo. Daí pensei: “Cazuza, pensa bem: tá todo mundo dormindo, a gente tá aqui sozinho, com ele...
Vamos sublimar a paradinha. Vamo esticar duas carreironas em cima do caixão? Pelo menos essa kartirinha da Ordem dos Músicos vai servir pra alguma coisa. A gente não pode se negar a fazer isso, né?” Eu fungava, apalpando freneticamente os bolsos.
“Vai ser nossa última homenagem... Não tem ninguém olhando... Vamo nessa, rapá!”
“Lobãothinho”, Cazuza de vez em quando me chamava assim, ciciando, “tá bom, vamos
nessa. Mas será que não vão pegar a gente com o canudo no nariz?”
“Claro que não, bobo. Tá todo mundo cansadão, dormindo pelos cantos. E se alguém
nos flagrar, vai pensar que tá tendo um visual causado pela estafa e pelo sofrimento. Além
do mais, isso aqui é uma licença poética!” Depois de algum tempo tremelicando, consegui tirar a tampa de Minalba do bolso, cheia de cocaína, despejar no verso da kartira azul e pousa‑la em cima do caixão. Estiquei diligentemente duas enormes lagartas que reluziam a brilhar naquela insólita superfície — que naquele instante, em todo o seu conjunto, mais parecia uma instalação de arte contemporânea —, e passei o canudo de caneta Bic pro Cazuza:
“Vai nessa, meu irmão. Pensa que é pro Júlio.” Ele me deu uma risada meio amarga,
meio úmida, deu uma cafungada forte e, sem perder o fôlego, me passou o canudo secando a narina no antebraço, dizendo baixinho:
“A gente é muito louco! A gente é maluco...”
Pausa. Mais uma risadinha canalha e emenda:
“Mas também, o que nos resta?!” Respirei um pouco pra pegar um ar depois do catranco
e, me dirigindo a um Júlio que, nesse exato momento, parecia descer das nuvens, todo
de branco, como sempre gostava de se trajar, a nos abençoar, escancarando um sorriso de quem está pronto para gritar para seus irmãozinhos
— “Aleluia, rapeisy!” —, contrito, lhe prometi: “Meu amigo, você vai sempre estar
com a gente, você vai sempre estar vivendo dentro da gente, pode crer!”
Recebemos um fluxo de energia poderoso.
 
Um momento ritual. A partir de então, a minha vida se resumiria em antes e depois daquele instante. A morte do Júlio Barroso foi um marco: existia o antes e o depois daquela perda. Não só para mim, mas para toda a história.
E olhando pro Cazuza, inflado de amor, arrematei:
“E tem outra, rapá, não vão derrubar a gente assim tão mole, não! Vamos em frente, mesmo porque a morte do Júlio não vai ser em vão. A nossa vida não pode ser em vão,
e, se nada pode deter uma pessoa feliz, nada poderá nos deter, pois a nossa história vai ser cada vez mais... cada vez mais...” Chorava copiosamente.
Diante daquele vazio, gaguejando mentalmente, tentando pinçar na cabeça o que poderia ser “cada vez mais”, arrematei:
“INTENSA!!!!” E não satisfeito, prossegui: “e cada vez mais... DIVERTIDA!!!!” E concluí:
“A nossa onda de amor não há quem corte!!”
Chacoalhando de emoção, abracei com toda a força o caixão.
Talvez tenha sido ali, naquele momento surreal, que nasceu não só uma vontade, mas
um compromisso tácito entre meus amigos de que, uma vez sobrevivendo, eu deveria contar toda a história. Uma saga à procura de um lugar a que se pertencer… Eu precisava, através de um juramento, me motivar o bastante para não ver nossos sonhos serem sepultados com meus amigos.
 
Preparem‑se porque, a partir de agora, vou contar uma história de amor louca, insólita,
humana, demasiadamente humana, imprevisível, improvável, mas bem real: a história da
minha vida, que se mescla e se confunde com a da minha geração, do nosso país e de nosso tempo. Não se trata de uma simples narração de um passado longínquo, morto e enterrado, fruto de um devaneio nostálgico. É uma história cheia de vida, de intensidade e de revelações, que incide no presente e se projeta em direção ao futuro.
Portanto, não se enganem: o melhor ainda está por vir, pois essa promessa eu fiz aos
meus amigos, ao pé de suas lápides. E tenham a certeza absoluta de que a cumprirei à risca.
 
Prólogo do livro "50 Anos a Mil", de Lobão com Cláudio Tognolli