sexta-feira, 15 de março de 2013

30 Anos de Paralamas



30 Anos de Paralamas


 

A história de uma grande banda costuma ter o espírito de sua própria época. Ao mesmo tempo em que torna palpável algo que parecia estar no ar, também nos ajuda a ter mais clareza do que estava escondido nas entrelinhas do cotidiano. Se os meninos que começaram a fazer rock no Brasil na década de 80 tiveram o mérito de ser reconhecidos como uma geração relevante da música brasileira, os Paralamas do Sucesso têm um crédito nisso aí.
Põe na conta deles, por exemplo, a generosidade de apresentar as “bandas dos amigos” seja em entrevistas, em covers nos shows, ou em qualquer oportunidade que houvesse. Da primeira entrevista na Rádio Fluminense até o palco do Rock In Rio, de anônimos eles passaram a promessa. Vital e sua moto se transformou em um dos primeiros hits daquela geração e lhes rendeu o convite para gravar um disco profissional, como faziam as bandas que eles adoravam. A mudança de conceito não mudou o espírito e a generosidade. Carregando a reboque sua turma, foram os primeiros a gravar uma música de Renato Russo e fizeram Brasília entrar no circuito até então dominado por cariocas, ajudando a redefinir fronteiras.
Aliás, falando em Rock In Rio, também está na conta deles boa parte do sucesso das bandas nacionais naquele evento que foi a primeira grande experiência do show business brasileiro. Dali pra frente, os palcos melhoraram, as turnês cresceram, as rádios deram espaço e a TV se abriu a toda uma nova cultura jovem forte e representativa que emergia. Aquele grupo de artistas relevantes era a prova disso. Havia um novo país nascendo e a trilha sonora era a dessa rapaziada. Depois do bom lançamento de “Cinema Mudo”, da série de hits e sucessos que vieram a reboque de “O Passo do Lui” e da apresentação histórica no Rock In Rio, veio “Selvagem?”. E aí, a conta cresceu muito.
Põe aí a primeira realização concreta de um álbum brasileiro pop em que as referências anglo-americanas do rock eram fundidas com sonoridades locais e latinas – sobretudo as jamaicanas. Ali os Paralamas colocavam os primeiros tijolos daquilo que seria melhor compreendido e bem sucedido apenas na década seguinte. Nessa busca, eles ainda encontraram uma forma de ser mais populares, de fazer o rock nacional ir além da classe média e, ao mesmo tempo, de torná-lo música de exportação. Turnês pela América Latina e pelos Estados Unidos fizeram dOs Paralamas a primeira banda brasileira reconhecida internacionalmente. E nessa eles foram parar no tradicionalíssimo Festival de Montreux. Dessa apresentação, tiraram o disco “D”.
A nossa conta com eles já estava ficando cara, quando veio “Bora-Bora”. Ali eles resolveram mudar ainda mais a linguagem pop brasileira, oficializando o naipe de metais como parte tão vital quanto guitarra, baixo e bateria. Além disso, radicalizaram de vez na fusão com sons afro-caribenhos. Os arranjos mudaram, as dinâmicas de palco também e, de quebra, eles ainda nos ofereciam sua primeira leva de canções indefectíveis quando o assunto era dor-de-cotovelo, ressentimento e mágoas de amor. Os cacos de um coração estilhaçado afiavam a pena de Herbert e o tornavam um compositor ainda maior. “Big Bang” veio na sequência para tentar explodir o que havia em volta. Herbert seguia remoendo dores amorosas e ainda aproveitava para cantar o jeito brasileiro – não necessariamente o jeitinho – de sobreviver em tempos desleais. A hiperinflação, as primeiras desconfianças sobre o regime democrático e a coletiva falta de rumo asfixiavam aquela geração que, anos antes, cantava a esperança no futuro. Mais uma vez, eles eram a voz dos seus contemporâneos. E vai pondo na conta, vai pondo…
 
 
 
 
 
Virada aquela década, a desilusão chegou ao talo em “Os grãos”. O país – apesar de collorido - estava sem cor, como a capa do disco. Depois de seis álbuns lançados em oito anos de carreira, viria a ânsia de se renovar e se expor ao risco, como fizeram Beatles, Stones, Beach Boys e todas as outras bandas que se tornaram maiores que a vida. Programações eletrônicas e samplers poderiam soar quase ofensivas quando a banda envolvida tinha Herbert, Bi e Barone. Mas os limites precisavam ser testados. Sobre o fio da navalha que se anda nessas horas, eles atravessaram a primeira metade da década. A nossa dívida com eles já era grande, mas ainda assim, ninguém aliviava. No aperto, foram nossos hermanos argentinos que bancaram as contas naquele momento. O clima de recessão, que só se encerraria com o Plano Real, definitivamente não parecia combinar com aqueles riscos todos, mas eles bancaram. As baixas vendas de “Os Grãos” e os questionamentos da imprensa nacional não os fizeram aliviar. Na sequência, nos deram “Severino”, ainda mais duro, seco, abstrato e direto. Novos experimentos eletrônicos. Rock cru. A Argentina tinha abraçado os caras e, como resposta a nós mesmos, eles apontavam para um certo sertanismo. Tom Zé e Brian May. Poucos quiseram ouvir o disco, mas os shows sempre lotavam.
Foi da força vital de tocar ao vivo que os Paralamas se reconstruíram. Quando o Brasil começava a abrir espaço para novos grupos, de uma nova geração, lançaram um disco ao vivo (“Vamo Batê Lata”) que reafirmava a força de toda uma obra. Quase um milhão de discos vendidos depois, eles estavam de volta para capitanear a nau renovada do rock nacional. E o fizeram com propriedade. Inseriram no repertório dos shows as canções de Raimundos e Chico Science & Nação Zumbi, tocaram com o Skank, chamaram o Pato Fu para abrir shows e ajudaram a consolidar os novos ares da música pop brasileira. Põe mais essa na conta. Como eles não se contentariam em olhar apenas para trás, lançaram junto um EP de quatro faixas novas. Meteram o dedo na cara do congresso e retornaram às paradas de rádio e MTV com Uma brasileira. Balada, sim, mas dançante, classuda, com naipes e teclados quentes. Moldava-se ali uma nova sonoridade pop que seria consagrada em “9 Luas” e “Hey Na Na” e que seria definitiva na assinatura musical dos caras.
Quando o formato acústico já começava a dar sinais de fadiga, os lançamentos de discos ao vivo deixavam de ser novidade, as coletâneas tomavam conta de uma indústria fonográfica à beira do precipício, eles resolveram encarar o convite da MTV para deseletrificar o show. No “Acústico MTV”, os Paralamas jogaram os já famosos naipes de cordas e demais floreios orquestrais, consagrados pelo formato, pra escanteio. Esnobando a “receita do sucesso”, eles optaram por manter a mesma formação musical e se dedicaram, de fato, a descobrir uma nova forma de tocar e soar. O único acréscimo foi trazer Dado Villa-Lobos, mais um guitarrista, mas para tocar violão. Não bastasse isso, eles deixaram os hits de lado e optaram por uma porção de lados-b. Ah, e em vez de teatros centenários, dá-lhe gravar num parque. Mais uma vez eles reescreviam a história do rock brasileiro. Já anotou mais essa aí na conta?
Passado o sucesso do acústico, todos diziam com naturalidade, que era hora de recomeçar, se reinventar outra vez. O problema é que ninguém imaginava que ali, essa vocação viraria sentença.
Foi um longo caminho até a volta ao estúdio em 2002. A perda de Lucy, do movimento das pernas e de parte da memória, obrigou Herbert e todos ao redor a redimensionarem gestos que, antes, pareciam banais. As histórias de como a amizade de Bi e Barone e dos estímulos a memória pela música e pelo afeto foram fundamentais à sua recuperação são emocionantes. A desgastada expressão “lição de vida” soa inevitável diante da volta desses caras às nossas próprias vidas. À nossa turma. Nessa hora, a conta com esses sujeitos fica impagável.
“Longo Caminho”, o primeiro álbum pós-acidente, mostrou onde a banda estava antes da pausa forçada. Uma turnê visceral e intensa em emoções cortou o país para comemorar o reencontro com a vida. Cercados de amigos, no palco e na plateia, nos deram o CD e DVD “Uns dias”. Sem parar, emendaram no álbum “Hoje”, que comprovou que a capacidade criativa dos três permanecia intacta e pulsante. Em seguida, mais festa. O sucesso da celebração de 25 anos de carreira, em um projeto conjunto com os camaradas dos Titãs, foi um atestado de sanidade de toda aquela geração que, no início da década de 80, fez o novo acontecer e, a partir dali, escreveu a própria história…
Mas depois da festa, a labuta se apresentou novamente. E sem essa de acordar de ressaca. A tal história continuou em passos quentes e rápidos. Com “Brasil Afora” os Paralamas vêm fazendo uma das maiores turnês de sua história. O show que ganhou prêmios como o VMB 2010 da MTV, foi convidado pelo Multishow para ser registrado ao vivo, gerando um novo programa pro canal e um DVD pra discografia. Zé Ramalho e Pitty entraram na roda dos amigos que a banda traz pra perto.
2013 já aponta no horizonte e com eles a estranha marca de 30 anos de uma banda que começou aos 20 e poucos de quem só queria sonhar em tocar naquele tal palco do Circo Voador. Então, sigamos sonhando e indo adiante. A essa altura, qualquer um já desistiu de pagar a tal conta com os caras. E já que eles não estão cobrando mesmo, segura, passa a régua e pede mais. uma.
por Bruno Maia e Bernardo Mortimer
 
 
 
 
 
Dia 20 de abril, em São Paulo, Os Paralamas do Sucesso iniciam uma turnê para comemorar seus 30 anos de carreira com um show inédito onde interpretam canções de artistas fundamentais na formação do som da banda nestes 30 anos: Led Zeppelin, The Clash, The Police, Jorge Ben, Gilberto Gil e Lulu Santos, dentre outros, além dos principais sucessos dos Paralamas.
 
Paralamas do Sucesso 30 anos
 
 
Ínicio das vendas: 04 de março ( segunda-feira)
Abertura da casa: 20h00 - Inicio do show: 22h00
Local: Espaço das Américas - Rua Tagipurú, 795 – Barra Funda
Valores (1º lote):
Pista: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia)

terça-feira, 12 de março de 2013

Direto da Vergueiro

O grande nome do hard rock paulistano GOLPE DE ESTADO abriga o show de lançamento de seu 8º disco "Direto do Fronte" no Centro Cultural São Paulo.
Novas músicas como "Marymoon" e "Rockstar" (que conta com Dinho Ouro-Preto no clip) estarão no repertório do show, além das clássicas "Real Valor", "Noite de Balada" e "Zumbi".
 
 
 
Dias 16 e 17 de março. Sábado, às 19 horas e domingo, ás 18h.
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000.
Ingressos: R$20,00.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A polêmica sobre "Pobre Paulista"


Lado A do compacto, "Pobre Paulista" foi composta por Edgard Scandurra aos 17 anos, consistindo numa crítica à opressão dos governantes de sua cidade natal. Mas a canção desperta dúvidas (ou o furor) de pessoas quanto aos versos da terceira estrofe que, numa interpretação superficial, passam a ideia de bairrismo e preconceito contra as populações de migrantes provenientes de outras regiões do Brasil que encontram residência e trabalho em São Paulo - notadamente, indivíduos oriundos das regiões Norte e Nordeste ("Não quero ver mais essa gente feia/Não quero ver mais os ignorantes/Eu quero ver gente da minha terra/Eu quero ver gente do meu sangue").
O apelido Nasi, do vocalista Marcos Valadão, o bracelete com a bandeira do estado de São Paulo usado por Edgard nas apresentações da banda e a proximidade com a cena punk paulistana, onde grupos como o Olho Seco traziam no repertório músicas como "Nada" (dos versos "Você devia de proibir [sic] a migração do povão/A praça Princesa Isabel já virou clube de camping") faziam sedimentar ainda mais a ideia de o Ira ser um grupo declaradamente fascista. Edgard e Nasi desmentem tal versão, atestando que não há conotações ao fascismo no trecho, e sim uma crítica "camuflada" às pessoas que apoiavam a ditadura - seriam essas as "feias e ignorantes", e não pessoas de outras cidades.
Em 2008, Nasi relatou em uma entrevista a Revista Trip que Scandura já tinha confessado que a música era preconceituosa com os migrantes, e que por isso nunca mais a cantou. Trecho da entrevista: "Eu estava num bar com minha ex-namorada e um casal de amigos, depois de um show do Acústico MTV. Apareceu o Edgard bem na hora que o meu amigo estava falando sobre "Pobre paulista". O Edgard senta na mesa e diz assim: "Olha, não é nada disso, não tem nada dessa história de rebeldia juvenil. Realmente é um preconceito contra a invasão de nordestinos, era o que eu estava pensando na época e foi isso o que eu quis dizer mesmo, eu não aguentava essa coisa de música baiana, de Caetano, de Gil". Na hora, esse foi mais um dos insights que eu tive. Defendi durante anos essa letra, carreguei essa cruz. Agora, naquele dia, eu saí de lá falando assim "eu nunca mais canto essa música".".Entrevista de Nasi a Revista Trip"



terça-feira, 5 de março de 2013

Guido, Phill Veras e Bona Fortuna

 
No dia 23 de março, às 15h, a música alternativa pede abrigo na Praça Victor Civita.
 
GuidoO projeto da banda, que foi formada em 2007, em Assis-SP, com o nome de ‘Catavento’ e diferente formação, foi retomado em 2011 por Lucas Guido, Gustavo Garcia e Guilherme Xavier e agora chega à agitação da capital paulista pra trazer seu pop, no sentido ‘popular’ da palavra, a novos ouvidos, gostos e críticas. Com base no rock, algumas doses de jazz, folk e uma boa espontaneidade que impede as músicas de acabarem antes dos cinco minutos, a banda e seus músicos de apoio trabalham no lançamento de seu primeiro disco de estúdio, ‘Triste Cru’, com letras carregadas de sentimento e sem qualquer restrição em serem ‘radiofônicas’.
 
Phill VerasO músico vem de São Luís do Maranhão, onde já abriu show do Mombojó. Ele compõe desde seus 14 anos e, agora, prepara seu primeiro disco – com influências que vão de clássicos como Chico Buarque a atuais como Silva. Pouco tempo após o lançamento de seu EP  (“Valsa e Vapor”), Phill já é uma das grandes promessas para 2013.
 
Bona FortunaO que começou em 2010 como um despretensioso exercício de catarse do músico Filipe Oliveira em Mariana, Minas Gerais, acabou se se transformando em um dos novos grupos representantes do folk rock brasileiro com a chegada de André Araújo, Davi Queiroz, Lucas Oliveira e Felipe D´Angelo. As músicas criadas por acaso compõem disco homônimo, lançado em 2012, e têm influência de bandas como The Beatles, Creedence Clearwater Revival e Los Hermanos, e de músicos como Bob Dylan e Chico Buarque.
As primeiras experiências no palco aconteceram em 2012, quando a Bona Fortuna foi convidada para abrir shows de nomes como Wado, Maglore, Apanhador Só, Transmissor e Volver. Além de se dedicarem à agenda de shows, a banda já está em processo de composição de um novo disco que deve sair no início de 2013. Recentemente, o grupo foi escolhido para tocar no Festival Planeta Brasil juntamente com outras bandas do cenário alternativo nacional.
 
 
Dia 23 de março, às 15 horas. r$ 0! 
Praça Victor Civita
R. Sumidouro, 580 - Pinheiros
 
 
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 Bona Fortuna

Gil por Vintão

 
O cantor e compositor viajandão Gilberto Gil se junta à Orquestra Sinfônica da Bahia e abriga seu show no palco do Auditório do Ibirapuera nos dias 15 e 16 de março, com ingressos até R$ 20. Os bilhetes começam a ser vendidos a partir do dia 6 e estudantes pagam meia-entrada.
Neste show, marcado pela cadência dos instrumentos de cordas, Gil revisita diferentes momentos de sua carreira, em canções como “Quanta”, “Domingo no Parque”, “Estrela”, “Máquina de Ritmo”, entre outras.
 
 
Serviço:
 
Gilberto Gil e Orquestra  Sinfônica da Bahia
Auditório Ibirapuera
Dias 15 e 15 de março às 21 horas
Entrada r$ 20.
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n - Portão 2 do Parque do Ibirapuera

Caros Hermanos

 
A banda de punk rock Attaque 77 formou-se em 1987 na Argentina e teve como influência grupos como Sex Pistols, The Clash e Ramones. Hoje é um dos principais representantes do rock latino, com 18 CDs lançados e uma regravação da canção "Perfeição" da banda brasileira Legião Urbana. Neste show, apresentam seu espetáculo mais recente, acústico, com canções que marcaram a carreira do grupo. 
 
Dia 10 de março, às 18 horas.
SESC VIla Mariana - R. Pelotas, 141.
Entrada: r$ 24 inteira e r$ 12 meia.
 
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Chama o Sindico"

http://www.youtube.com/watch?v=dj552grzdvs


Criada em 2007 a banda DizMaia faz releituras das obras de Tim desde as pérolas sonoras das fases Racional I e II, até os anos 90. Com Hugo Carranca - bateria; Igor San - baixo; Marquinhos Costa - Voz e Guitarra.











Dia 28 de março, 21h00.
SESC Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 - Centro de SP.
Entrada 24 inteira e 12 meia.

o Revolver de Walter Franco

O cantor e compositor paulistano Walter Franco sempre foi considerado um vanguardista, utilizava técnicas incomuns para compor suas músicas, como a poesia concreta, repetições de fragmentos de letras e arranjos extremamente elaborados. Gravou os discos “Ou Não” (1973), “Revolver” (1975), “Respire Fundo” (1978), “Vela Aberta” (1979), “Walter Franco” (1982) e “Tutano” (2001). Algumas de suas músicas ficaram conhecidas do grande público, como “Serra do Luar”, "Cabeça", "Seja Feita a Vontade do Povo", "Coração Tranquilo", "Respire Fundo" e "Vela Aberta" e foram regravadas por artistas como Leila Pinheiro e Chico Buarque, além de bandas de rock como Ira!, Camisa de Vênus e Pato Fu. Neste show, acompanhado de sua banda, Walter remonta o repertório de seu segundo disco, o clássico “Revolver”, gravado em 1975. Músicas como “Feito Gente”, “Cachorro Babucho” e “Apesar de Tudo é Muito Leve” compõem o trabalho que investiu em arranjos eletrificados, uso de efeitos e outros recursos de estúdio e na combinação entre poesia e música.


Dia 17 de março, 18 horas.
SESC Belenzinho
R. Padre Adelino, 1000, Belenzinho 
Entrada 24 inteira e 12 meia.

Camisa de Vênus, o álbum














O primeiro álbum do Camisa de Vênus foi gravado em São Paulo em 1983 e essa gravação durou apenas uma noite. A gravadora Som Livre se interessou pelo trabalho dos caras e acabou lançando o disco pelo selo Soma. A banda seria expulsa meses depois pelo fato de os membros não aceitarem mudar o nome "Camisa de Vênus", que a gravadora alegava ser pesado e anti-comercial.
O album conta com as faixas: 1. Passamos por isto / 2. Metástase / 3. Bete morreu / 4. Correndo sem parar / 5. Negue / 6. O Adventista / 7. Dogmas Tecnofascistas / 8. Homem não chora / 9. Passatempo / 10. Pronto pro suicídio / 11. Meu primo Zé.
Na época a banda era formada por Marcelo Drummond Nova no vocal, Karl Hummel guitarra base, Gustavo Mullem guitarra solo, Robério Santana contrabaixo e Aldo "Boi Tatá" Machado na bateria.
 

"Bóta-pra-Fudê"

"Eu não sabia tocar nada. Eu não sabia o que era um ré, um mi ou um lá, eu tinha uma bateria mas definitivamente não era baterista que eu queria ser. Então eu disse vou formar uma banda. O que eu vou fazer nesta banda? Eu vou escrever. Vou escrever o que vejo, o que sinto, o que penso. Eu não sabia cantar mas encontrei uma forma muito própria de me expressar. Eu não sou grande cantor, cantor é Roy Orbison, Eric Burdon... Você ouve as vozes destes homens e diz: Como é possível cantar assim!? Mas eu encontrei a minha maneira de interpretar, e é por aí que eu vou. Dei sorte pois o primeiro show que fiz foi casa lotada... Na verdade foi uma conjunção de fatores e não exatamente sorte. Eu tinha um programa de rádio em Salvador chamado "Rock Special". Comecei a tocar Clash, Sex Pistols, Plasmatics, toda aquela coisa do punk rock inglês e americano que ninguém na Bahia sabia o que era. Comecei a botar aquelas coisas na cabeça da moçada em 78,79. E em 80, formei o Camisa de Vênus. Então eu criei uma cena de rock and roll na Bahia, uma cena que não existia desde que Raulzito tinha saído de lá. A diferença que eu vejo entre o Camisa e Raulzito é que enquanto estava na Bahia ele tocava mais cover de Elvis, Beatles e o Camisa não, nós tínhamos nossas próprias letras e que normalmente contestavam a cena baiana... os baianos ficaram apavorados. Salvador ficou dividida entre os que adoravam e os que odiavam, e eu na verdade sempre gostei desta divisão, pois acho que a arte tem que ter esse sentido de contestar o que a maioria acredita. Eu não quero ser o dono da verdade, mas sem dúvida nenhuma me agrada a idéia de colocar uma interrogação na cabeça das pessoas."


Serviço:
Dia 09 de março, 21h30.
SESC Belenzinho
R. Padre Adelino, 1000, Belenzinho  
Entrada 24 inteira e 12 meia.



Música Instrumental e Rock na Praça


 
Música para todos os gostos é o que promete o mês de março na Praça Victor Civita, que apresenta três shows em seu primeiro final de semana. O trio rio-clarense Jonnie B. mostra no palco o resgate do rock nacional brasileiro no dia de março (sexta), às 13h. No dia 2 de março (sábado), das 15h às 18h, as bandas Name the Band, Sasquat e Capim Maluco se apresentam pelo projeto Ponto pro Rock na Praça, que traz, mensalmente, para o palco da Praça Victor Civita novos artistas independentes do cenário musical paulista. Já os apreciadores da música instrumental também poderão curtir o grupo Labirinto, que toca no dia 3 de março (domingo), das 16h às 17h.
Sobre Jonnie B.
A banda surgiu da união dos irmãos Neto Mello, baixista, e Joaldy Mello, guitarrista e vocalista. Eles descobriram a vocação musical nos festivais do colégio em que estudavam. Foi nessa época que também conheceram o amigo Bertin, hoje baterista da banda. Após a gravação do primeiro CD, quando a banda ainda se chamava Yogurtes, em 2005, durante dois anos fizeram uma turnê apresentando o repertório deste CD com uma formação diferente da atual. Em 2011, a banda se reuniu novamente após algumas reformulações, dando origem a formação atual, já com novo nome Jonnie B.
Neste novo trabalho, quem assina a produção é o renomado produtor musical Luís Carlos Maluly, com a co-produção de Rodrigo Sperandio. O CD trás 10 faixas inéditas e está prestes a ser lançado nacionalmente. Mais informações em www.jonnieboficial.com.br

Sobre Name the Band, Sasquat e Capim Maluco
NAME THE BAND é o projeto solo do músico e compositor Zeh Monstro, que gravou todos os instrumentos no álbum de estreia, Just Add Sugar, com nítidas influências do rock no final dos anos 70 e 80. Zeh Monstro é acompanhado pelos músicos Gabriel Alves da Rosa, Vini Marmore e Beto Careca. Site: www.nametheband.bandcamp.com

SASQUAT, por sua vez, começou sua carreira trabalhando como roadie e, depois, como técnico de som. Praticar bastante o instrumento nas horas vagas fez com que se tornasse um bom guitarrista. O disco Alfazema contou com o irmão Buguinha Dub na produção, Hugo Carranca na bateria e Iggor San no baixo. Um disco recheado de referências que vão do samba de Jorge Bem (O que Faz Bem) ao afrobeat de Fela Kuti (Distorções dos Sonhos, Armoreio e Amigos Sabem). Site:
www.sasquatman.com.br

Após uma viagem espacial com o EP Astronauta 2012, lançado em 2010, e os lançamentos dos EP`s Sujinho e Peruana – Capim Maluco ao Vivo, em 2011, a banda CAPIM MALUCO lança, ainda no primeiro semestre de 2013, mais dois trabalhos: o EP Playback – Capim Maluco ao Vivo e um disco de dez faixas que está na fase final das gravações com Rafael Laguna (vocal, guitarrista e líder da banda), Gutemberg de Almeida (bateria) e Augusto Melo (baixo). Site: www.facebook.com/CapimMaluco


Sobre Labririnto
Formado em 2003, o grupo cria climas imagéticos por meio da composição instrumental. São sete músicos no palco: Erick Cruxen, Rafael Zanorini e Luis Naressi “Mateoro”, nas guitarras e sintetizadores; Muriel Curi, na bateria; Ricardo Tanganelli, na percussão; Ricardo Pereira “Pit”, no contrabaixo; e Arthur Tsuda, no violoncelo. A combinação entre eletrônico, orquestral, riffs de guitarra, percussão e visual cria o cenário ideal para uma viagem sensorial. Após quatro EPs, o grupo lançou, em 2010, o projeto Anatema, álbum com seis músicas com mais de dez minutos de duração cada que levou cerca de dois anos para ser concluído. O álbum foi destaque na renomada Rock-a-Rolla (publicação inglesa voltada para a música experimental), no site do jornal britânico The Guardian e na revista Rolling Ston. Em março e abril de 2012, a convite do Canadian Music Festival (CMW), o Labirinto embarcou para sua segunda turnê internacional, tendo apresentado seu novo trabalho, o EP Kadjwynh, em diversos palcos dos Estados Unidos e Canadá. Neste ano, a trupe viaja novamente em março, desta vez a convite do maior festival de post-rock do mundo, o Dunk!Festival, no qual fará sua estreia nos palcos europeus. Mais informações em
www.labirinto.mus.br
SERVIÇO – PROGRAMAÇÃO PRAÇA VICTOR CIVITA

JONNIE B.
Data: 1 de março (sexta), das 13h às 14h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.

PONTO PRO ROCK NA PRAÇA – NAME THE BAND, SASQUAT E CAPIM MALUCO Data: 2 de março (sábado), das 15h às 18h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.
LABIRINTOData: 3 de março (domingo), das 16h às 17h
Local: Palco Principal - Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580, Pinheiros
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca
*A apresentação acontece no palco da praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Capacidade máxima do local: 2 mil pessoas
**Não é necessário retirar ingressos com antecedência.

Discografia BRock
















Humberto Gessinger: letras, voz, baixo, piano rhodes, midi pedalboard
Augusto Licks: guitarra, violão, teclados, midi pedalboard
Carlos Maltz: bateria
 
Produzido por Engenheiros do Hawaii
Gravado nos estúdios BMG – RJ, inverno de 1990
 
A foto do Papa João Paulo II tomando chimarrão em sua visita à Porto Alegre, foi tirada por Carlos Contursi, o pôster foi emprestado por Leonel de Moura Brizola.
 
Projeto gráfico: Engenheiros do Hawaii, André Teixeira e JC Mello
Fotografias: Dario Zalis 
RELEASE "O PAPA É POP"

Os Engenheiros do Hawaii têm o dom de ir contra a corrente. Mesmo quando não querem. É uma coisa de berço: Humberto Gessinger (voz e baixo), Augusto Licks (guitarra e teclados) e Carlos Maltz (bateria), se formaram longe demais das capitais e do movimento punk, excursionaram não pelos isteites e sim pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, votaram em Brizola e não no Lula no primeiro turno, e foram os outsiders dos outsiders, mas nem por isso insiders. Isso lhes deu o distanciamento: a juventude sempre periga ser uma banda numa propaganda de refrigerantes. E quando todo mundo se rói com a preocupação de ser moderno, eles dão uma meia trava no tempo. O papa é pop. Um questionamento sobre os seus próprios meios e mensagens.

Pra começar os Engenheiros se autoproduziram em grande estilo. "Não dá mais pra querer ser uma banda de garagem", dizia Maltz numa das pausas das gravações. Ele, por exemplo, só usou bateria eletrônica. Em algumas faixas Gessinger e Licks arriscam os dedos num piano Fender Rhodes. E a audição do LP com headphones remete, implicita e explicitamente, a Roger Waters: são duas vozes justapostas, uma calma e alta, outra desesperada e baixa, ou vice versa; são trechos de programas radiofonicos; são pquenos detalhes instrumentais. Gessinger lembro o que o alegrou no "do it yourself" punk: "Oba! Serei o Steve Howe!" como se o punk nunca tivesse acontecido os Engenheiros são extemporâneos.

Daí sua preocupação com o tempo, o tempo que ao final dos gráficos é igual a movimento, a velocidade. Ó tempos, ó costumes... Eles estão preocupados com a obrigação de serem rebeldes. "Quando eu falo nós, eu falo nós três e não a juventude brasileira", avisa Gessinger. "O disco não é um panfleto." Até porque não reflete somente sobre o sistema mas também sobre o anti-sistema. Escute-se a faixa O exército de um homem só, que tem direito a duas partes: "Não interessa o que diz o ditado/Não interessa o que o estado diz/Nós falamos outra lingua/Moramos em outro país". Os Engenheiros estão maduros o suficiente para saber que depois de Longe Demais das Capitais (86), A Revolta dos Dândis (87), Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (88) e Alívio Imediato (89, ao vivo, com duas faixas em estúdio, a título e Nau à Deriva), depois de se firmarem como uma das quatro principais bandas do BRock, já encontraram a própria levada no rock-balada bem pessoal.

Com a regravação de Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones, já estourada nas rádios, O papa é pop guarda muitas cartas na manga. A faixa-título escacara a discussão. "O pop não poupa ninguém", canta o refrão, com direito a corinho jovem guarda dos Golden Boys, enquanto outros versos exemplificam: "Toda catedral é populista/ É pop/ É macumba pra turista/ E afinal? O que é rock´n´roll/ Os óculos do John ou o olhar do Paul?"

Nunca mais poder vem no mesmo mote, tentando entender "por que esse medo de ficar pra trás, de não ser sempre mais, de nunca mais poder?" E mais adiante: "Todo mundo é moderno/ Todo mundo é eterno/ O papa é moderno/ O pop é eterno."

Até mesmo as baladas apianadas como Pra ser sincero e Olhos iguais ao seus se atormentam diante da estranheza entre as pessoas tão parecidas. "Somos suspeitos de um crime perfeito/ Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos" , enuncia a primeira. Está armado o paradoxo dos Engenheiros. Ele reaparece na letra de A violência travestida faz seu trottoir em um dos versos mais elucidamente cruéis da história da música popular brasileira, o camusiano "todo suicida acredita na vida depois da morte" . A capacidade da banda de aprofundar sem complicar é impressionante. Todas as faixas podem ser escutadas no meio de um engarrafamento, para arejar, ou serem estudadas na biblioteca, para encucar. Veja-se (o verbo não é casual) Anoiteceu em PoA: um épico urbano, cinematográfico, gremista, que vara a madrugada da capital gaúcha com um porre de uísque paraguaio. Tudo bem, todo mundo pode ser moderno e todo mundo pode ser eterno, mas só os Engenheiros do Hawaii podem ser os Engenheiros do Hawaii. Só eles surfam ao contrário da onda.

Arthur Dapieve

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




“Mondo Tarantino”

Cinusp e CCBB apresentam mostra em homenagem a Quentin Tarantino
 
Além da exposição “Mondo Tarantino”, que apresenta somente filmes do diretor, público poderá conferir ainda uma seleção de filmes que o influenciaram
O Cinema da USP Paulo Emílio (Cinusp), em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), promove entre os dias 20 de fevereiro e 17 de março, a mostra "Mondo Tarantino", que reúne obras e referências do cineasta Quentin Tarantino.
Serão exibidos filmes e episódios de séries de TV dirigidos por ele, assim como filmes roteirizados, codirigidos ou em que Tarantino aparece como ator. As sessões serão divididas entre o Cinusp e o CCBB.
O público ainda poderá conferir uma seleção inédita com mais de 30 filmes, incluindo clássicos e obscuridades dos mais diversos gêneros e países, que o influenciaram e forneceram elementos para seus próprios filmes.
 
SERVIÇOMostra "Mondo Tarantino"
De 20 de fevereiro e 17 de março
Cinusp (Rua do Anfiteatro, 181, Colméia, Favo 4, Cidade Universitária)
CCBB (Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo)
 
 
 
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Zabomba (A Troco de Nada)



Formado por Rapha Z (voz), Beto Boing (baixo), Paulo Passos (guitarra) e Marcelo Bonin (bateria), a banda apresenta o repertório de seu álbum Vivendo de Truque (2011), que contou com a participação de Ney Matogrosso em "Mente" e João Ricardo em "Teatro?", além de uma regravação da canção "Parafuso na Cabeça" de Rogério Skylab, com influências de pop, rock e groove.

Domingo, dia 17 de fevereiro às 15 horas.
SESC Interlagos
Avenida Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial
Entrada 7 reais.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Mais de três foi o diabo que fez", Você não soube me amar!


Verão de 1982. Fervilhava no Rio de Janeiro um movimento cultural onde uma rapaziada altamente "descolada" começava a ganhar voz em meio à reta final da ditadura militar que asfixiava o país havia quase 18 anos. No olho do furacão das novas tendências estava o Circo Voador. Montado no Arpoador, o Circo servia de base para as montagens e oficinas do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone", de onde sairiam, entre outros, Regina Casé, L.F.Guimarães, Patricia Travassos e Evandro Mesquita. Ali, meio de brincadeira, surgia uma banda que mudaria a história do rock no país.
Ainda semi-marginalizado por aqui, o gênero contava com guerreiros que o sustentavam às custas de muito suor e afinco, como Rita Lee e Raul Seixas. Porém, faltava algo para que a grande mídia abrisse os olhos para o rock’n roll como um produto vendável e de fácil aceitação. Coube à BLITZ o chute na porta. E esse chute tinha nome: "Você não soube me amar" era uma canção que identificava um novo modo de se fazer rock.
Divulgação
Essencialmente teatral e debochada, se transformou em mania nacional. Nos colégios, meninos deixavam o cabelo crescer na parte de trás "à la Evandro", meninas se dividiam em duplas para imitarem os vocais de Márcia e Fernandinha. Da letra irreverente, o povo sacou bordões que eram exaustivamente repetidos nas ruas: "ok, você venceu", "que felicidade, que felicidade" e vários outros. Na carona do mega sucesso, até uma paródia foi produzida pelo radialista Romilson Luiz, da rádio "Antena 1", sob o pseudônimo de Piu Piu de Marapendi, a fantástica "Eu hoje vou me dar bem" (relembre no link ali embaixo). Resumindo, só quem viveu aquela época é capaz de mensurar o feito da turma da BLITZ, certo? Errado.
Uma rapaziada que sequer sonhava em nascer naquela época acaba de produzir o documentário "Mais de três foi o diabo que fez", contando as histórias que cercam a canção. Leonardo Souza, Tita Berredo, Alan Ribeiro e Daniel Accioly são estudantes de publicidade e cinema da PUC-Rio e o mais velho tem apenas 26 anos. A ideia de resgatar o estopim daquele movimento surgiu pela paixão comum ao rock nacional e pelas influências das bandas nascidas na época. Durante o filme, há passagens comoventes e outras curiosas, como o fato de que dois dos quatro compositores não se conhecem pessoalmente até hoje! O nome do filme se refere a uma frase que certa vez Caetano Velloso falou para Ricardo Barreto: "Essa música foi feita por quatro autores, né? Você sabia que parceria de mais de três foi o diabo que fez?"
Gravações concluídas a custo zero, os "meninos" agora aguardam ajuda para finalizarem o trabalho. No momento, buscam apoio financeiro para os últimos detalhes como o custeio de direitos de imagem e edição final. Em troca, oferecem espaço para publicidade. A causa é nobre e os interessados podem entrar em contato com o e-mail docmaisde3@gmail.com.

Assista ao trailler do filme:

Conectados pelo Rock


O Grito Rock chega à 11ª edição e vai conectar 30 países e 300 cidades se tornando um festival global em 2013. Além da América Latina, mais países da Europa, Oceania e África integram ao evento. Produzido de forma colaborativa desde 2005, o Grito Rock foi criado como uma alternativa ao carnaval tradicional. São três dias de conexão com a nova música brasileira e um formato que prestigia o encontro de grandes nomes e músicos convidados.
dia 8 – Thiago Pethit convida Lobão, Cida Moreira e Michelli Provensi

dia 9 – Grito pela Paz – Espetáculo com Z’África Brasil, Veja Luz, Wesley Noog, Zinho Trindade, Versão Popular, Aderbal Ashogun, Luan Luando, Washington Gabriel, Sampa Masters, Grupo Odara, Baltazar, Binho e Marcus Pezão

dia 10 – Edgar Scandurra & Les Provocateus convidam Wanderlea


SERVIÇO
Onde: Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n.)

Datas: 8, 9 e 10 de fevereiro de 2013
Horário: Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h
Os ingressos serão distribuídos uma hora e meia antes da apresentação

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

HENDRIX 70

 

Com Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Lanny Gordin, Martin, Pitty e Hélio Flanders, o projeto abriga releituras de alguns dos maiores sucessos do guitarrista Jimi Hendrix, que completaria 70 anos em novembro de 2012. Neste show, os guitarristas e vocais convidados são acompanhados pela banda formada por Du Moreira, Loco Sosa e Estevan Sinkovitz. 
 
SESC Vila Mariana.
R. Pelotas, 141 - Estação Ana Rosa do Metrô.
Dias 01, 02 e 03 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h e domingo às 18h.
Inteira r$ 40. Meia r$ 20.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

The Central Scrutinizer Band homenageia Frank Zappa



Os músicos da banda paulistana comemoram 22 anos de estrada com show em homenagem ao icônico e polêmico compositor americano.
Dia 17 de Fevereiro (domingo) Às 19h
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera
Entrada: 20 reais.

Toca Rauuul no Carnaval Paulista

 
Às vésperas do Carnaval, São Paulo e Rio de Janeiro nunca estiveram tão próximos. Em um dos mais emblemáticos centros financeiros da capital paulista, na Avenida Faria Lima, o ambiente e sabores da “Cidade Maravilhosa” se confundem à agitada rotina da “Terra da Garoa”.
Por isso, o Pirajá, bar que recentemente ganhou o título de esquina carioca de São Paulo, recebe diretamente do Rio de Janeiro o bloco “Toca Rauuul”, para dar o tradicional grito que abre a festa mais popular do país. O encontro acontece no dia 2 de fevereiro, a partir das 13h.
 
 
 
 
 
 
Metamorfose ambulante!
Dedicada a Raul Seixas, o grande “mestre-poeta-maluco-beleza-marginal-herói” do rock brasileiro, a banda é formada por 15 componentes que se dividem em instrumentos de corda, sopro, percussão e vocais. O bloco entoa releituras de todo o repertório de Raulzito, em diferentes ritmos carnavalescos, como frevo, samba, marchinha e maracatu. Sem deixar de fora a pegada rock ‘n’ roll do ídolo nacional.
Na festa, o maluco beleza não é homenageado pelo Toca Rauuul apenas nas músicas que costumam arrastar multidões no carnaval carioca. Figurino, cenografia, adereços, bonecos e efeitos visuais também fazem parte da folia.
 
Bloco Toca Rauuul
Sábado, dia 02/02, às 13:00
Bar Pirajá Avenida Faria Lima, 64 - Pinheiros
0800. 

Matuto Moderno Toca Rock Caipira

 
Depois de 1999 a música de viola nunca foi à mesma, nascia o Matuto Moderno, os ritmos caipiras como o cururu, pagode de viola, recortado nunca tinha tido um flerte tão intenso com o rock, Tião Carreiro nunca tinha se encontrado com Jimi Hendrix.
 

 
 
 
 
 
 
 
Sexta, 1 de fevereiro, às 21:00
Lançamento Oficial do CD Matuto Moderno 5 no Auditório Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera
Entrada: 20 reais.

Ponto Pro Rock Fevereiro

Os grupos Radio 7, Bratislava e Mr. Punch são as atrações do mês de fevereiro na Praça
A cena rock alternativa ganha espaço na Praça Victor Civita dia 02 de fevereiro no Projeto Ponto Pro Rock idealizado em 2011 por Ricardo Lopes, em parceria com Fernanda Caloni. Na edição de fevereiro, que começa às 15h, os shows ficam por conta das bandas Radio 7, Bratislava e Mr. Punch.

O rock vibrante do Bratislava se mistura a estilos como a marcha, o tango e a música ciganch.na, com letras que unem o cotidiano ao fantástico e respiram a poesia da nossa época. A banda é composta pelos irmãos soteropolitanos Victor Meira (baixo/vocais) e Alexandre Meira (guitarra/vocais), e os paulistanos Edu Barreto (guitarra) e Ricardo Almeida (bateria).
A Radio 7 apresenta muita personalidade em seu rock autoral cantado em português. Formada em 2005, a banda traz forte influência de bandas como Oasis, The Beatles, The Cult e The Who. Sua formação conta com Gabriel (voz e guitarra), Rodrigo (guitarra e vocais de apoio), Danilo (contrabaixo) e Gui Amaral (bateria).
Formada em São Paulo, a Mr. Punch começou em 2010, quando Betto Rodri procurou Chuck para gravar algumas canções e montar sua banda. Um ano depois, a banda fechou com a formação, que conta também, com Bruno Nogueira (guitarra), Vee Daguano (baixo) e Luciano Logan (bateria). Em 2011 a banda dá início aos ensaios e preparação para entrar definitivamente no mundo da música e em janeiro de 2012, lançam seu primeiro EP, que conta com o rock certeiro de “Garota Invisível”, “Um Jogo de Você” e “Chega”, passam por “Despertar” com letra mais politizada e fecham com a balada “Solitude”.
Ponto pro Rock Fevereiro
Data: 2 de Fevereiro
Hora: 15h às 18h
Local: Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros
Valor: Entrada gratuita

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"4 Gerações no Vale"


No aniversário de São Paulo, a cidade será presenteada com o show “4 gerações cantam São Paulo” no Vale do Anhangabaú.
Às 15h, a cantora Zélia Duncan traz a São Paulo seu novo show, “Tudo Esclarecido” onde relembra a obra de Itamar Assumpção após 10 anos de sua morte, o repertório também inclui grandes sucessos de sua carreira.
Quem também marca presença na festa será Arnaldo Antunes que, às 19h, apresenta seu mais recente trabalho, “Acústico MTV”, lançado no final de 2011. Ele sobe ao palco acompanhado de grandes músicos e instrumentistas da atualidade: Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem.
O encerramento da festa fica por conta da cantora Rita Lee, às 21h, que marca seu retorno aos palcos em seu primeiro show do ano. Rita celebra 50 anos de sua trajetória musical, relembrando sucessos como “Agora só falta Você”, gravada com a banda Tutti Frutti, “Obrigado Não”, “Tudo vira Bosta”, “Ovelha Negra”, entre outras canções de sua vasta carreira.







Sexta, 25/01 das 15:00 às 21:00.
Vale do Anhangabaú
Só chegar.